Usina Hidrelétrica Funil, uma paisagem perdida

Retratos (12)

2002 a 2003 (145 fotos)

Em 2002, fiz meu último trabalho analógico. Colhi imagens dos patrimônios natural, cultural e construído da área de 38 km² inundada para se formar a Usina Hidrelétrica Funil, localizada ao sul de Minas Gerais, no Brasil. Morando a quarenta minutos, atendi ao chamado dessa região da bacia alto rio Grande a invocar o único socorro que poderia prestar-lhe: resgatá-la em fotografias. Contratada pelo Consórcio Empreendedor AHE Funil, constituído pela Companhia Vale do Rio Doce/Vale e pela Companhia Energética de Minas Gerais/Cemig, visitei o local quase noventa vezes antes e durante a agressão, até o final da formação do reservatório da água que gera a energia. O local foi tomado por rápidas e precipitadas destruições. Em barcos, carros, helicópteros, a pé e de garupa em lombos de cavalos, as fotos foram banhadas pela luz das quatro estações.

 

Galeria de fotos

Palavras afogadas

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